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Portal de Poesia - Suely Andrade
 Fazer da palavra um embalo é o mais puro e apurado senso da poesia. Mia Couto
Textos


Pássaro Gasoso

Meu doce pássaro gasoso!
Tu, que me fazes voar para outros planos...
Insistes em mim num zelo curioso.
Eu, áptera, de voos apenas humanos,
Mas tu insistes em me alar de alguma forma.
Tu vens e vais, mas tu sempre retornas
A mim, que não te sirvo de ninho.
És nobre, percebes que sem ti eu definho.
Então, tu migras, mas nunca vais embora.
Tu espalhas sementes para que eu te siga.
Tu as lança e espera que, enfim, eu consiga
Voar nalguma hora.
Tu me alas
E eu em ti sou reclusa.
Cedes-me asas para eu usá-las.
Assim, sigo sempre a viagem inconclusa,
De quem voa estando estática, parada;
Imersa no dilúvio corriqueiro,
Pois tu, ó meu pássaro, fazes-te meu prisioneiro,
Para que eu tenha a alma alada.
Suely Andrade
Enviado por Suely Andrade em 04/12/2017
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