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Portal de Poesia - Suely Andrade
 Fazer da palavra um embalo é o mais puro e apurado senso da poesia. Mia Couto
Textos


Fac-Símile

Dentro de si havia coisas que de pronto nunca mostrara.
Coisas que, em geral, em prazo curto ou longo não se revelam.
Então, como cumpre a regra do obscurecer humano,
Ela aquietava-se em sua condição de ser, e assim o era,
Muitas vezes movida por um coração estéril, de pano.
Era ela uma rosa com espinhos por dentro e por fora.
Não tão depressa, mas também, não com muita demora.
No tempo certo, e certo digo, no entender da humanidade.
E o que escondia, se era ela tanto rosa como espinhos?
Ser assim já não era um compromisso com a verdade?
Se como todos, ora dispensava maus tratos, ora carinhos?
Ah, era algo entre isso: tal como o pedúnculo, a haste.
E era nisso que residia certo meio termo, o embuste.
Por isso, não era toda florida nem toda espinhosa.
Tudo era apenas reprodução, fac-símile: imitação da rosa.
Suely Andrade
Enviado por Suely Andrade em 06/12/2017
Alterado em 06/12/2017
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