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Portal de Poesia - Suely Andrade
 Fazer da palavra um embalo é o mais puro e apurado senso da poesia. Mia Couto
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Inscrição

Prendi-te na capa de um livro;
De um livro fechado há tanto tempo!
Ficar trancada eu não aguento;
Estar livre eu preciso.
Mas tu estás bem fechado na capa.
É verdade dizer na contracapa
De um livro não menos esquisito.
E talvez amarelado teu nome esteja.
Imagino, pois talvez eu não mais o veja,
Já que tu viraste para mim meteorito.
Um corpo estranho, extraterrestre;
Tacanho como o apelido que tu um dia me deste;
Uma vez, duas vezes, três...
Até que eu o recebesse de fato,
Para dali a pouco mais de um mês,
Tudo não passar de apenas um retrato,
Num porta qualquer ou largado.
Inerte, infeliz, desbotado...
Isso a ti não importou,
E também hoje a mim não importa.
Mas que tu estás preso,
E o teu nome aceso
Eu sei.
Quem sabe ele esteja ainda
Na contracapa maldita
Daquele livro
Ou revista,
Onde jamais, nunca, finda
A tinta; aquela tinta,
A mesma que nunca usei.
Suely Andrade
Enviado por Suely Andrade em 14/01/2018
Alterado em 14/01/2018
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